20 dezembro 2018

Proteção de dados

Preciso de vos pedir uma coisa. Respeitando o Novo Regulamento de Proteção de Dados, que entrará em vigor no dia 25 de maio de 2018, porei apenas o nome próprio de cada participante, para que não fique identificada a pessoa em concreto. 
No caso de alunos/participantes menores, não será identificada na publicação a turma e idade, apenas o ano e escola que frequentam.
Para aparecerem o nome e o apelido, preciso de receber um documento assinado pelo participante, ou pelo encarregado de educação, se este for menor, com o seguinte texto:

Eu, (nome) .................. (ou Eu,  (nome), encarregado de educação de) .............................................., autorizo que a minha identificação (ou a identificação do meu/minha filho/a) figure nas publicações do blogue «Histórias em 77 palavras», bem como a leitura das minhas/suas histórias na Rádio Sim ou no Podcast do blogue.
(data e assinatura - esta declaração terá de ser digitalizada ou fotografada)
Obrigada!
Margarida Fonseca Santos

20 maio 2018

Escritiva nº 32

Quem é que acha que maio é só o melhor mês do ano? É, não é?
Claro, é o mês do meu aniversário e este ano cumpro 37!
Ora bem, pensando em 37, em 77, dei por mim a fazer contas ao alfabeto e percebi que a letra número 7 é G, a número 14 é N e a número 21 é U. A "quadratura" do 7 é tão perfeita que os seus múltiplos formam a palavra GNU.
E o que dá de si um GNU numa história...

Vejam só a minha e enviem as vossas:
 ― Um gnu?
― Sim, um gnu.  O que é que te parece estranho?
 ― Quer dizer, tu achas mesmo que o que tu propões te parece possível?
 ― Tu é que não és capaz de pensar em grande e achas sempre que é tudo muito difícil, complicado, impossível.
― Hummm, lembraste do que aconteceu ao hipopótamo que adotámos há uns dois anos?
― Sim! Incompatibilizou-se com os vizinhos.
― Incompatibilizou-se?! Comeu-os, ele comeu os vizinhos!
― Puff, pormenores, estavam demasiado obesos, confundiu-os com bisontes!
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 37 anos, Salamanca
Escritiva nº 32 ― um GNU na história

Theo De Bakkere ― sem desafio


Um colesterol elevado
Na esplanada da McDonald’s havia comoção brusca e só devido a uma simples batata frita que, deitada ao chão, provocava um bando de pardais, sentado num espaldar, numa luta sarabulhenta. Provavelmente, apesar do darwinismo já se adaptam imediatamente ao furor de restauração rápida. Se calhar ainda não estavam ao corrente do perigo dum colesterol elevado ― avançarão para a morte. Porém sabem bem que um pardal gorducho tem de ter cuidado com o gato ― também gosta dum bocado.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio nº 141 ― 3 letras do fim no início da palavra seguinte

Leandro ― desafio 36


O meu amor é grande pelo bom futebol.
Mais intensa que a luta seja, é sempre maior o querer vencer as batalhas de futebol.
Hoje é dia do teu pai e vou fazer uma prenda.
Hoje dou a minha camisola do peito ao menino. Peço licença ao tio para andar de mota.
Fui com a minha mãe ver pôr do sol.
O meu amigo queria antes aquele boneco.
Eu, pois, vou à praia e levo uma bola.
Leandro, 7ºano PCA, AE Prof Paula Nogueira, AEPPN, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Sérgio Felício ― sem desafio

Abandono
Brasil dos nossos dias: pais abandonam filhos no hospital… por falta de recursos, medo ou receio. Filhos são crianças com deficiência. Enfermeiros cuidam-nos como seus rebentos ou familiares.
Infelizmente em Portugal, existem situações semelhantes: nos lares de idosos abandonam familiares. Depositam-nos… jamais querem saber deles!
Muitas pessoas abandonam pais mas arranjam cães de estimação. É injusto.
Poderiam usufruir dos dois?
Têm seu trabalho… mas… poderiam visitá-los, pelo menos.
Esquecem-se que um dia também serão velhos.
São egoístas.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra

Ivan ― desafio 36


Grande caminho tinha pela frente, mais de uma hora só a andar. É quase sempre a mesma coisa. Quando o amigo disse:
― Vais querer ver o que trouxe para o teu coração! Vai ser a tua inspiração.
― Minha inspiração?
― Abres a janela do teu quarto, pedes licença com carinho às nuvens para veres as estrelas e conversares com o teu pai.
― Sol? O sol? Queria antes de dia. Eu tenho saudades, pois falta ter o pai presente.
Ivan, 7ºano PCA, AE Prof Paula Nogueira, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Chica ― escritiva 32


O presente
Paula, uma amiga de terras distantes. Além de escrever, gosta de com números e suas combinações com letras mexer. Assim o faz se tempinho lhe sobra.
Era o dia do seu aniversário. Ansiosa. Um amigo havia prometido levar um presente especial.
Quando dava por si, pegava-se pensando:
O que será Zé vai me trazer?
Chegada a hora, a surpresa foi enorme: um GNU junto com um ramo de flores e um cartão! Ela desmaiou! Seria emoção?
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Escritiva nº 32 ― um GNU na história

Anabela ― desafio 36

Raquel tem uma grande árvore. A mais alta: é um lindo pinheiro. Os pinheiros são sempre altos. Vou querer um pinheiro no meu quintal.
(As árvores do teu vizinho são as mais altas do bairro...) Os de que mais gosto são os pinheiros. Pedi-lhe licença para o decorar com pinhas pintadas. Quando as pintar, haverá sol para secarem rapidamente. Eu queria pôr purpurinas antes da pintura. Eu porei flores novas à volta do pinheiro, pois fica primaveril.
Anabela, 7ºano PCA, AE Prof Paula Nogueira, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Sérgio Felício ― desafio 17


Roma
Sonhei? Sonhei!
Vivo em Roma… auge da época romana… lindas princesas… também algumas pessoas muito cruéis. Grandes gladiadores lutam até o adversário perder vida, para grande prazer do povo. Imperador manda chicotear indivíduos.
Há muita avareza – só ricos é que têm riqueza. Imperatriz usa lindos colares de ouro, joias de rara beleza. Fazem-se grandes festas, onde belas mulheres tocam suas harpas, para outros dançarem. Há grandes banquetes que a todos sacia. Pessoas beijam-se loucamente com amor! Amor?
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra
Desafio nº 17texto que contém pelo menos uma palavra simétrica

Ricardo ― desafio 36


Um dia, o meu grande rottweiler atacou mais de cinco pessoas e é sempre ao final da tarde...
Querer não quero, mas vou ter de o matar!
O teu coração pode dizer o contrário, mas as atitudes levam-me a isso.
Pode o teu coração pensar diferente do meu? Dás-me licença para te matar ou ficas de açaime?
Está um dia com um sol quente e o meu coração queria estar como antes – alegre. Eu, pois, assim fiz.
Ricardo, 7ºano PCA, AE Prof Paula Nogueira, AEPPN, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Francisca ― desafio 141

Tenho um amigo iraniano. De quem o ´stor de matemática não gosta. Quando veio para cá teve de se adaptar e costuma dar erros.
 O seu riso lembra uma torneira estragada e a chiar, o que me dá cá uma ira… Mas somos amigos e eu lá o perdoo. Ele tem imensa piada, é muito simpático e amistoso. Sempre que vamos à esplanada ele diz:
― Vai tardar até me dares o resto do chocolate?
Ah, que amigo!
Francisca, 17 anos, Cantanhede
Desafio nº 141 ― 3 letras do fim no início da palavra seguinte

Iara ― desafio 36


Depois de um grande dia chuvoso e mais ventoso
Em que é sempre bom ficar em casa,
Quis ver o que se passava!
Por querer sair de casa, levei o teu guarda-chuva,
mas o teu guarda-chuva partiu-se do nada.
Pedir licença ao vizinho é como não pedir nada.
Com a chuva e o vento de repente
o sol apareceu.
Mas o guarda-chuva estava partido!
Queria comprar outro.
Mas antes eu queria ir comer
Pois estava muito esfomeada.
Iara Chapinha, 8ºano PCA, AE Prof Paula Nogueira, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Joana ― desafio 103


Sei que te magoei de forma inexplicável, que o que fiz era algo imperdoável. “Quem ama perdoa” diziam eles, mas eu não podia pedir-te tal coisa. Nada mais havia a fazer senão esperar, esperar que me perdoasses, esperar que o destino nos juntasse novamente. Se tivesse evitado apaixonar-me por ti daquela maneira, tudo teria sido bem mais fácil. Agora, restava apenas a esperança dentro de mim, a esperança de que, um dia, voltarias para os meus braços.
Joana, 9°ano, 14 anos, Colégio Paulo VI, Prof. Raquel Almeida Silva
Desafio nº 103 – 3 frases impostas por ordem

Inês ― desafio 36


Pareceu-me demasiado grande o mundo que reservavas para mim. Quando te vejo gosto mais de ti... é assim a cada dia!
Sempre que te vejo és maior para mim.
Querer o teu coração lindo e luminoso é como pedir do meu licença.
Com um lindo dia de sol, como todo o mundo sabe, queria estar antes de mais contigo. Eu acho que tu és o melhor do mundo. Pois, quando estou contigo parece que estou no céu.
Inês, 8º ano PCA, AE Prof Paula Nogueira, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Joana ― desafio 26


Por vezes, dou por mim a admirar-te com todo o orgulho que me cabe no peito, a admirar as tuas conquistas, mas principalmente as tuas falhas, porque também elas te fizeram crescer. Conheço os teus sonhos, os teus medos, as tuas inseguranças, os teus defeitos e qualidades, conheço-te por inteiro, sem máscaras, nem segredos. Um sorriso teu torna tudo melhor. A vida é difícil, mas se estiveres, aqui, comigo, não haverá nada nem ninguém que me pare.
Joana, 9°ano, 14 anos, Colégio Paulo VI, Prof. Raquel Almeida Silva
Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Daniel ― desafio 36


A gaivota grande está mais preocupada em estar em terra do que no mar. É sempre melhor querer estar longe deste tempo!
― Como é que o teu pensamento é mais alegre do que o das outras pessoas?
― A licença com que eu penso é mais bela do que pôr do sol. O que eu queria dizer antes disto tudo é que eu podia ter pensado melhor nestas ideias!
Pois, devias ter uns melhores pensamentos acerca disto tudo.
Daniel, 7ºano PCA (Percurso Curricular Alternativo), AEPPN, prof Sandra Isabel Domingues
«Pois eu antes queria o sol. Com licença do teu querer, sempre é mais grande.» ― Trindade Coelho, Os meus amores, «Abyssus abyssum»
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Joana ― desafio 100

Sempre fui uma menina tímida, cujas palavras por vezes falhavam e fugiam, com medo de serem julgadas pelas mentes impiedosas que as escutariam. Nunca consegui expressar os meus sentimentos e pensamentos mais profundos, porque tinha medo de ferir almas inocentes às minhas críticas. Com o passar dos anos, apercebi-me do poder que as palavras carregam, do poder duma frase, da letra de uma música. Se não conseguem ouvir-me, vão ler-me… E foi por isso que me escrevi!
Joana, 9°ano, 14 anos, Colégio Paulo VI, Prof. Raquel Almeida Silva
Desafio nº 100 – «e foi por isso que me escrevi»

19 maio 2018

Diário 77 ― 52 ― Vanessa Pardela


Ermelinda Pardela, apresentou-se, a melhor padeira das redondezas. Só não tinha mais clientes porque poucos sabiam apreciar pão. Conheci-a a sorrir para o microfone, falando de si, do seu pão, das suas mãos de ouro (sic) e da filha.
― Quando morrer, acaba-se o pãozinho da Ermelinda, que a minha Vanessa não se ajeita.
Ao desligar tudo, um jovem gritou-me:
― Estamos à espera que se fine. O pão da Ermelinda é intragável! Já o da Vanessa…
Que reportagem!
Margarida Fonseca Santos


18 maio 2018

Diário 77 ― 51 ― Não caio


Não era fácil andar com os sapatos de salto da mãe. E o colar quase lhe tocava os joelhos… E o bâton? Já comera metade… Sentia-se uma princesa.
Ouviu passos, ficou quieta – queria impressionar!
O pai, ao vê-la, hesitou.
– Não te mexas, Clarinha, vou tirar uma fotografia…
Obedecendo, fez uma pose. Mesmo a tempo de o pai evitar que se estatelasse no chão.
– Não é boa ideia subir para a cómoda, Clarinha.
– Eu não caio! – informou, orgulhosa.
Margarida Fonseca Santos


17 maio 2018

Martim Mendes ― desafio RS 44

Orientei o destino
Olha para isto! Não sei o que me deu! Os braços estão colados. Caem as chaves, apanhá-las-ei amanhã! Nem olho para a loiça. Brilha, mas não está lavada. Mal entro na escola, quero voltar atrás. Na aula, a professora bem insiste, continuo na lua.
Por falar em lua, a noite estava iluminada. Resolvi ir caminhar. A energia voltou. Encontrei o  Gustavo e até fomos correr. Corremos à beira do mar, falámos muito, fiquei cheio de ideias animadoras.
Martim Mendes, 14 anos, Lisboa      
Desafio RS nº 44 – reflexão em 44, contrário em 33