30 novembro 2012

EXEMPLOS - desafio nº 26

Ao todo são 77. Estas palavras rasgam o meu coração. Lapidam amigavelmente tua alma. Mas este é também um número que a tua idade, demasiadamente ultrapassou. Ave desasada, já sem companheiro de caminhada, continuas teu percurso esbanjando afectos. Atenta ao mundo que teima em correr veloz sob os teus pés. És o pilar que sustenta nossos abraços incansáveis. Eis aqui o amor maior que a vida tem... Puro, roubado, incondicional! Este é o amor de nossa mãe…
Graça Pinto - Almada

Contigo, vivi horas lindas histórias.
Ajudaste a carregar meus problemas, dores, sempre permitindo que depois, eu abrisse os olhos à realidade. 
Foste cúmplice, amigo sincero e leal.
Até mesmo quando te troquei, perdoaste. Ainda que no início nos estranhássemos, fomos nos ajustando e houve o entendimento.
Contigo aprendi que na vida, tudo é questão de jeito. Quando nos encaixamos bem, a convivência fica melhor ainda.
Assim, poderia te dizer muitos motivos pra te dedicar, meu querido Colchão!
Chica, Brasil:

A minha adolescência foi maravilhosa, sabes porquê?
Porque tinha a tua amizade, que a pouco e pouco se transformou em Amor.
Amámo-nos mutuamente.
Resolvemos casar, não me pediste, fui eu que quis casar.
Eu não era feliz em casa dos meus pais. Tu concordaste.
Casámos há já vinte e um anos.
Sou muito, muito feliz! Arrisco dizer que o somos.
A minha vida tem dois tempos, o A.C. (antes do casamento) e o D.C. (depois do casamento)!
Marina Maia

Era uma vez um menino chamado Francisco. Ele gostava muito de ler e de escrever texto, principalmente para as namoradas.
  Este menino era muito mulherengo e tinha sempre muitas raparigas atrás de si.
  Este menino na escola era o melhor aluno a Matemática, a Inglês e Língua Portuguesa.
  O Francisco tinha um melhor amigo chamado Gaspar. O Gaspar adorava estar com o amigo e fazer desporto principalmente sky, trampolim, patins...
   O Francisco e o Gaspar ficaram felizes.
Miguel Pinto, 11 anos 6º ano Português

Ainda mal chegara e já estavam ali, na sala: uns sorridentes, outros não; uns comentadores por tudo e por nada, outros não; uns vistosos, a mostrar as diversas cores da vida, outro não; uns revoltosos, a destilar as agruras do mundo, outros não. Todos simpáticos, afectuosos e vivos comigo; perfeitos. 
Amigos.
Muitas festas, brincadeiras e revoluções são feitas naquele espaço de tempo em que nos encontramos.
Depois, a vida bate à porta, fecha-se o computador e adeus.
Bau Pires, Portugal

Estive a pensar
Cá com meus botões
Pra quem um rabisco dedicar
Em mim, tantas recordações

Mas existe uma saudade
Que insiste em persistir
É uma preciosidade
Só de lembrar fico a sorrir

Por isso vou dedicar
À você, Pedro, esses versos
Ser amada e te amar
Foi magia do universo

O destino nos separou
Já nem sei cadê você
Tanto tempo se passou
Mas algo vou dizer

Jamais amei assim
Reencontrar-te
Seria uma alegria pra mim
Majoli Oliveira, Brasil

Receio, ao início.
Criança ainda, bebi da sabedoria de uma vida.
Vinte anos na ponta dos dedos!
Respeito, admiração, mestria.
Música e poesia.

A casa no cimo de Lisboa,
O Bechstein com o Columbano atrás.
Acendo o fogareiro.
No intervalo, o chá acompanhado de histórias.

Cresci, menino.
A Senhora, olhos já vividos,
Mão protetora, companhia confidente.

Ai que saudades!

Regresso.
Toca o telefone. «É o Helder?»

Um abraço. Aquele cheiro,
Presença assídua desde os doze.

Sonho. Choro.
Helder, Torres Vedras

Na memória olfativa, cheiro da pele.
Meus olhos espelham os seus
e na saliva, bem guardada, mora a seiva dos lábios beijados e pele tocada.
Ecoa no ouvido a voz dos sussurros traçados em momentos de entrega
e nas lembranças do tato, o calor do atrito quente do rígido no côncavo.
No sentimento, território tomado e conquistado em usucapião.
É como rocha sobre o mar - deixa-se esculpir, mas não cede.
Ao meu amor, um poema respirando saudade.
Bia Hain, Brasil

Ela é mulher de gostos requintados, de olhar brilhante e maquilhado, de palavras sábias saídas do coração, de pensamentos e sonhos grandiosos, de força e luz, de ações generosas e altruístas. Ela é mãe de peito cheio, de orgulho nas crias que defende como leoa, de atitudes de união e de carinho, de mente aberta, atenta e perspicaz, de luta pela felicidade e pela partilha, de caminhos dolorosos e esplendorosos. Ela, a mulher Emília, senhora minha mãe.
Marisa Luna Vinagre, 34 anos, Portugal

Dói-me a tua ausência. Solidão de ti. Parte de mim foi contigo. Sofrimento violento. A tua partida transtornou-me.
Lutei, desde a adolescência, pela recuperação da relação de amor da infância. Falhei! Fechaste-te para o mundo, para mim. Rejeitavas a minha presença com ódio.
Um dos meus projectos de vida foi resgatar o teu amor. Demorei a perceber. A doença impedia-te a "reconciliação". Vivo essa dor. A tua falta tornou definitivo o abandono afectivo - dele prisioneira, até hoje.
Isabel, Setúbal

Inventas histórias, 
Para voar nas auto-estradas que ligam dois corações
De encontro à rebentação das ondas
Passeias no tapete de nuvens
E olhas as estrelas que brilham num até breve suave e doce
Escreves a tua história
e contemplas a tua bem aventurança na imensidão da paisagem
Levas-me contigo para eu fazer parte desta história
És o meu herói 
Mas eu não sei saltar muros nem fronteiras
Leva-me pela mão
Eu fico aqui perto do teu coração.
Alda Gonçalves
, Porto

Quando chega a casa, pode, por fim, tirar a máscara e revelar-se como de facto é. Pode parar de fingir que gosta do que faz, que o trabalho a realiza, que as informações que gere são importantes e lhe interessam.
Sonha com o momento em que terá dinheiro suficiente para não necessitar levar um dia-a-dia sem história. Não quer dinheiro para ter coisas, nem para ser importante, mas para ser ela e poder dizer: “Não me interessa!”
Quita Miguel, Cascais

Nem sempre te compreendi! Existiram longas horas e eternos minutos que cheguei a odiar-te! Odiei-te por esse lado calmo e sereno quando tudo em mim era urgência. Urgência de ir, urgência de chegar e urgência de ser! Depois, fui crescendo... habituada a ver-te assim: sempre ali, consistente, ao meu lado. Nunca falhaste no compasso do meu percurso. Como era assim possível não te tornares naquilo que és hoje: o meu melhor amigo. Tempo, conto sempre contigo, obrigada!
Vera Viegas, 29 anos, Lisboa

 Queria passear contigo de mão dada. Queria ouvir os teus sonhos e medos. Que me contasses projetos mirabolantes. Que me deixasses ajudar-te a roubar a lua do céu. Queria rir até às lágrimas das tuas piadas. Queria chorar com saudades e aguardar ansiosamente o teu regresso. Esperar-te no aeroporto, na gare, na paragem, à entrada da porta, poder voar para os teus braços e dizer-te o quão bem vindo a casa és. Queria ser a tua casa...
Alexandra Rafael, Albufeira

Sou um país pequenino, simpático, cheio de luz. Pacífico e paciente por natureza, neste momento trago o semblante carregado, enrugado de preocupação e ensombrado pelo medo, dúvida e insegurança.
A todos que me governam e governarão só peço que não me contagiem com a sua incompetência e mediocridade, que não me metralhem com decretos estapafúrdios nem apressados.
Lembrem-se que eu sou feito de gente.
Apontem-me o caminho certeiro, coerente, para não sentir vergonha de me chamar Portugal.
Ana Paula Oliveira, Santa Maria da Feira

Senhor Passos Coelho, Portugal está em crise.
Eu acho que os meus pais não deviam votar em si.
Vós e os vossos deputados meteram a crise em Portugal por isso, vão ter que a resolver!
Já agora, as pessoas vão ter subsídio de Natal e de férias?
Eu acho que vós não deveis estar no topo do governo.
Portugal não consegue estar tanto tempo em crise.
Os trabalhadores não merecem este sofrimento.
João Miguel - EB Veiros - 4º ano, professora Carmo Silva
+
Eu tenho uma amiga especial, ela nunca me deixou mal.
Chama-se Iulia, conhecemo-nos em pequenas, com discussões, choros… mas tornámo-nos as melhores amigas.
Gostava de lhe dizer que a adoro e que estará sempre no meu coração, mesmo que os países nos separem.
Penso nela a toda a hora e saudades não me faltam.
Desejo que tenha muita saúde e sorte.
Espero por ela no 2º período. Vou enchê-la de carinhos, vou matar as saudades…
          Beijinhos, Teresa! …
Teresa - EB Veiros - 4º ano, professora Carmo Silva
+
Meu pai e minha mãe
Vocês nunca me desiludiram,
Sempre me fizeram rir
E nunca me mentiram.

Sempre me acompanharam
Sempre me ajudaram,
Sei que sempre me amaram
E muitas coisas me ensinaram.

Eu adoro-vos
Do fundo do meu coração
Sei que sou muito brincalhão
Por isso devo vos muita gratidão.

Às vezes fico aborrecido
Vocês conseguem-me animar,
Olho para um e para outro
E começo a falar.

São os melhores pais do mundo
Sempre os amarei.
António - EB Veiros - 4º ano, professora Carmo Silva
+
A pessoa que eu venero é um craque do futebol
É o capitão da Seleção Nacional.
O seu nome é Cristiano Ronaldo.
Ele estreou-se ao marcar o seu primeiro golo e aí ninguém o conseguia parar e aí souberam que ele tinha talento. Nesse dia tinha o pé carregado de energia!
E continuou o seu caminho para ser o melhor do mundo, conseguiu mesmo!!!
Eu gostava de ter um autógrafo dele.
Pode ser que um dia tenha…
João Filipe, EB de Veiros, 4º ano, professora Carmo Silva
+
Gosto tanto do meu primo Daniel.
Quando vou a Santo Aleixo ele joga computador, joga muito tempo. Quando paramos de jogar vamos brincar à lagarta. É uma coisa brutal. Nunca estamos parados, umas vezes estamos a ver televisão, a jogar PC ou a brincar no monte. Gosto muito dele. Ele é fantástico. Se eu passasse mais tempo com ele era bestial.
Quando ele vinha da escola começávamos logo a brincar.
O meu primo é muito, muito especial!
Marco, EB de Veiros, 4º ano, professora Carmo Silva

Beckie e Jimy
Não são meus, mas é como se fossem. Beckie é uma caniche que desde pequenina começou a frequentar a nossa casa. Refilona, egoísta e ciumenta, mas doce quando pede colo. O Jimy chegou há pouco. É brincalhão e parece um rato quando roí tudo o que encontra. Mas tem um olhar ternurento quando pede para partilharmos a refeição. Como é reconfortante vê-los como se atropelam um ao outro para se juntarem a nós pedindo mimos e carícias.
Vanda Pinheiro

Dedicar a mim mesma...
Vou dedicar setenta e sete palavras a mim própria. Espero ter paciência para as ler, e quem sabe, analizar-me.
Primeiro: arranja sempre coragem para te enfrentares.
Não faças a ninguém o que não querias que te fizessem.
Sê como as águas que correm pela montanha depositando a matéria que a irá fertilizar.
Procura ter sempre à mão o calor dum sorriso. Retarda o envelhecimento e ainda não paga imposto.
Não tentes encontrar perfeição, entre nós não existe.
Rosélia Palminha, 64 anos, Pinhal Novo

Roditelevisor, o meu irmão mais novo
Rodrigo, tu não sabes como gosto de ti!
Ajudas-me e és meu amigo... E estou sempre contigo!
Não gosto muito é das discussões que temos! Gostava que fossem menos... Mas, de resto, poderei pedir mais?
És muito inteligente como poucos da tua idade! Dou-te os parabéns por essa tua singular habilidade!
Mas, também devo admitir que és um bocadinho preguiçoso e que também estás sempre agarrado ao televisor!
Mas, resumindo, és um grande, muito grande, enorme amor!
Rickyoescritor, 11 anos Pedroso, VNG

Ligo a televisão, no ecrã aparece uma velhinha: a minha mente viaja, lembro a minha avó. Fecho os olhos e vejo-a pequena, rechonchuda ensinando-me a fazer bolachas (hum até sinto o cheiro).
Que saudades dela, dos seus conselhos, e, para quê mentir? Das bolachas! 
Uma lágrima rola teimosa e desperto da "viagem". Com um meio sorriso na cara levanto-me, dirijo-me à cozinha decidida a fazer o melhor tributo que podia: Bolachas, as suas deliciosas bolachas de chocolate. 
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Alguém que veneram
Cristiano, que atleta. Com superioridade solitária e três golos lindíssimos levou Portugal ao Brasil. Seria um ente sobrenatural? A contribuição dele para a felicidade do povo cobre todas as classes, ricos e pobres, e isto com uma harmonia recrutadora que nenhum guia mundial vai conseguir. Ora, os anões ciumentos não têm razão nenhuma, a bola dourada pertence-te a ti. Cristiano, o povo traz-te nas palmas da mão e, no seu rasto iluminado, seguem-te ao Brasil de Pelé.
Theo De Bakkere, 60 anos, Antuérpia, Bélgica

A ti, simplesmente 
A ti, que diluis os meus defeitos no carinho verde do teu olhar.
A ti, que procuras o meu colo na calma da tua maciez eterna.
A ti, que olhas as minhas fúrias como simples momentos a esquecer.
A ti, que aceitas todas as minhas propostas sem sombra de alteração.
A ti, que nunca questionas.
A ti, que fazes do silêncio um poema em meu louvor.
Para ti, Rodolfo, meu gato maravilha, estes setenta e sete miados…
Fernanda Elisabete Gomes, 58 anos, Lisboa

As mulheres (também) não se medem aos palmos
Foi há uns três anos que “Uma questão de azul escuro” foi apresentado no colégio onde trabalho. Professores e alunos reuniram-se para assistir ao evento.
Margarida, com a simpatia que a caracteriza, apresentou-se, recostou-se e encantou miúdos e graúdos com a história de uma folha branca de papel que queria ser especial... e foi!
Eram mais de 500 crianças, e nem um professor precisou de intervir para que todos a ouvissem com atenção.
Que grande pequena mulher!
Catarina Azevedo Rodrigues, 41 anos, Lisboa 

No corrupio da vida já tentei mil e uma vezes definir o que és para mim. 
Uma amiga, talvez mais. 
Uma desconhecida que depressa virou irmã.
Um anjo que orienta quando nada parece fazer sentido. 
Uma estrela que ilumina o meu norte. 
Quero continuar a viver com a certeza de que amanhã, aconteça o que acontecer, estarás cá para me abraçar, apoiar. 
Adoro-te e, se este adoro-te não chegar, então amo-te como quem ama sem saber amar.  
Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto    

Dedicatória a ti, Ana
Se eu fosse onda…
Mergulharia no teu ser
No teu pequeno mundo
Até não mais poder.
 
Açoitaria a tua dor
E, decididamente tornaria
O teu sofrimento indolor!
 
Tudo seria deveras diferente
Pois varreria as tuas mágoas
Esse sentimento carente
 
Podes tu crer
Que te ampararia
Para a tua vida devolver
 
Sentirias a liberdade
De percorrer o infinito
E transbordar felicidade.
 
Se eu fosse onda…
Inundaria o mundo com alegria
E seria um prazer
A vida plena viver
Cristina Carvalho, 45 anos, S. João da Madeira

Dedico-te estas 77 palavras. Tu, que presumivelmente te questionas sobre o motivo de não as dedicar a outro individuo, visto tantos o merecerem! Por essa mesma razão as dedico a ti, há demasiados seres dignos destas palavras, jamais seria justo eleger meramente um! Espero que sejas alguém mais confiante, feliz, circundada pelos que te compõe! Que não te tenhas esquecido de quem és, aliás, que finalmente te tenhas descoberto! A ti dedico estes vocábulos, meu "eu" futuro!
Liliana Macedo, 16 anos, Ovar

Na tua direção
Não sei por onde começar... Preciso, em concisão, dedicar minhas palavras, e escolhi teu coração.
Caminho desconhecido segue meu sentimento por trilhas e montanhas, curso de rio, fundo de mar, deserto sem fim. Vai-se em nuvens de algodão, cascatas feitas de flores, mesas postas pelo chão, chás e versos perdidos... Quereres vãos... Possível ou não essa partilha, não há do que se evadir, e a essência dos meus versos, transcorre milhas, pois que flui rumo a ti...
Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

Gostava de estar aí e dar-te esta rosa. Foi tecida na saudade, do teu sorriso no meu coração. Estes dias, as horas que demoram, são um eterno sentimento que se fundem nos espinhos da rosa, onde a seguro para sair do sono que se tornou o meu caminho. Queria abraçar-te com a rosa para saberes que cá também as flores te querem, as árvores, firmes estão cheias de ti e o vento fala o teu nome, Miguel.
Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria

Pequena homenagem
Visitei há dias uma amiga. Uma senhora com oitenta anos. Abençoados!
É sempre um prazer, um relembrar, um reviver!
Nada de lamentações. Diz que, "não fossem umas dorzitas  nas pernas", pensava que tinha dezoito anos!
Não depende de ninguém, estando sempre pronta a ajudar.
É uma força física e psicológica.
Em cada espaço da sua casa está bem patente a lembrança de quem partiu há quase quarenta anos, deixando um vazio imenso. 
Eram um casal perfeito. Completavam-se.
Rosélia Palminha   67 anos   Pinhal Novo

O sorriso de minha mãe
Um sorriso da cor da ternura ou, talvez, da madrugada. Um sorriso transparente. Único. Irrepetível.
Um sorriso mais bonito do que um poente que tinge um horizonte de outubro. Mais bonito do que a brisa que despenteia a manhã e que uma rosa vermelha no entardecer de maio. Mais bonito do que a música de um oboé e que o doirado que veste as folhas de cada outono.
Um sorriso mais bonito que o desfolhar do silêncio!...
André Maia, 36 anos, Billings, Estados Unidos

Ao longo da vida vamos encontrando sempre inúmeras pessoas. Todas elas, de algum modo, nos vão tocando. Acredito que, mesmo as que surgem pelos piores motivos, aparecem por alguma razão. Tudo tem um propósito. Tudo acontece no momento certo. Conhecer a Margarida FS foi encontrar uma pérola que juntei às que fui colhendo ao longo do meu percurso. Redescobrir outros prazeres da escrita, percebendo-a sempre a meu lado, fez de mim uma sortuda. Obrigada, Margarida! Obrigada mesmo!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Menina mulher
criança insegura
vê se te encontras
que a vida não é assim tão dura.

Afasta esses medos
despe a rija e forte armadura
ainda é cedo
e a noite não é assim tão escura.

Mulher que és menina
não te sintas perdida
a tua sorte espreita em cada esquina
mas ouve: cada volta tem que ter uma ida.

Menina cresceste
vive sem receio
a vida é tua!
e o Mundo não é assim tão feio.
Susana Amorim, 40 anos, Lisboa

Conhecemos uma menina chamada Maria.   
Tem cabelos e olhos castanhos.
Um sorriso brilhante e uma alegria infinita.
Faz anos dia 18 de abril.
O seu pai trabalha na Nike,
A sua mãe é professora de música e piano.
Tem um irmão que anda no 1º ano.
Há três anos foi para Barcelona.
Em 2014 ela veio a Portugal e fizemos uma festa surpresa.
Porque a nossa amizade nunca acabou.
Parabéns Maria Correia! Da Pilar e da Maria!
Maria Reixa e Pilar Duarte, 10 anos, Lisboa

Vejo o sol brilhar de dia
vejo à noite o luar,
só não vejo os teus olhos
nem teus passos a chegar.

Fizeste-me uma promessa
que não soubeste cumprir,
agora não tenhas pressa,
pois não sei que decidir.

Mas se um dia eu resolver
que te quero perdoar,
não precisas de saber,
porque te irei procurar.

E se não te encontrar,
sofrerei a minha dor
apenas vou recordar
e sempre te dedicar
meu eterno e doce amor.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

O meu desafio
Hoje o desafio é meu.
A dolorosa despedida de uma companheira de quatro patas, brincalhona, muito ágil e dócil com um pelo macio e branco, uma bola de neve!
Aguardo a chegada do veterinário que a levará para um sítio, não sei qual, mas terminará com o seu sofrimento. Não o meu, porque este está latente no meu peito.
Neste momento em que escrevo, lágrimas rolam pelo meu rosto, a cabeça latejante e o coração apertado.
Adeus!
Joana Marmelo, 50 anos, Cáceres, Espanha

Para ti, Primavera!
Primavera, os teus ruídos compõem melodias extasiantes e sedutoras!
A tua luz, até agora pouco ativa, resolveu acordar, lembrando, teimosamente, que ela é fundamental em qualquer vida. Ela é mestre, todos lhe obedecem.
Dos verdes que te bordam, sucedem-se infinitas combinações, sussurrando, recebendo docemente o orvalho que os limpa e vivifica.
As outras tonalidades vestem-se com as suas melhores roupagens, purificam-se, perfumam-se, iluminando-se com a tua presença. 
Finalmente, vais entrando pelos interiores, emprestando-lhe a tua dádiva celestial.
Fernanda Costa, 54 anos, Alcobaça

Estimado José Luís,
Terminei agora mesmo a leitura da sua adaptação do meu livro do século XIX. O seu texto é muito bom. É incrível a forma na qual você fez um relato como o meu, mas o seu texto pode ser lido por pessoas de qualquer idade. Este êxito merece ser louvado e por isso eu dou-lhe os parabéns e espero que você continue a escrever deste modo tão maravilhoso como tem feito até aqui. Obrigado!
Blanca Vázquez, 22 anos, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro

Minha querida Clara:
Nem todos os dias se pode receber uma boa notícia, e por sorte, esta manhã recebi a tua história. Eu nunca pensei que alguém pudesse adaptar o meu trabalho para ser lido por crianças. O que tu fizeste é uma pequena maravilha que espero que possa mudar um pouco a cabeça das crianças. A maneira de explicar um conceito complicado de forma tão clara é incrível.
Sinto-me grato por tudo isto,
Fernando Pessoa
Alba María Blanco, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Eu não posso deixar de agradecer o seu trabalho que permitiu que as crianças pudessem entender melhor esta história. Se não fosse por você a minha obra nunca teria estado nas mãos dos mais pequenos. Eu teria gostado de tê-lo conhecido porque sei que você é um grande profissional e foi por isso que eu quis fazer esta dedicatória. Pelo meu apreço, eu desejo-lhe uma vida feliz e cheia de realizações pessoais.
Muito obrigado, Manuel. Júlio Dinis
ALEJANDRO GONZÁLEZ CARO, 24 ANOS, BADAJOZ, prof Paula Pessanha Isidoro

Querido adaptador, obrigado. Obrigado pelo seu trabalho e objetividade para executar a árdua tarefa de transformar uma obra literária complexa numa historia fácil de ler e entender para as idades mais jovens e pessoas cuja língua materna não é o Português. Há pessoas que pensam que os adaptadores não são escritores, mas para mim você é um pilar muito importante da literatura moderna e antiga. Você é escritor porque potencia a literatura em todas as suas formas.
Adriana de Miguel Álamo, 19 anos, Santander, prof Paula Pessanha Isidoro

Estimado José Luís,
Terminei agora mesmo a leitura da sua adaptação do meu livro do século XIX. O seu texto é muito bom. É incrível a forma na qual você fez um relato como o meu, mas o seu texto pode ser lido por pessoas de qualquer idade. Este êxito merece ser louvado e por isso eu dou-lhe os parabéns e espero que você continue a escrever deste modo tão maravilhoso como tem feito até aqui. Obrigado!
Blanca Vázquez, 22 anos, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro

Querido António Torrado
Estou muito agradecido pela sua adaptação para crianças da minha obra "A ilustre casa de Ramires". Espero que o seu esforço sirva para que os mais pequenos leiam a minha obra. Acho que é uma adaptação perfeita e que todos os dados mais importantes da obra estão presentes no seu trabalho. Espero que você tenha a oportunidade de escrever mais adaptações de outras grandes obras da literatura portuguesa no futuro.
Atentamente, Eça de Queirós.
Gonzalo Carrillo Orozco, Marbella, 20 anos, prof Paula Pessanha Isidoro

Queria dedicar a seguinte publicação desta novela romântica ao senhor Possidónio Cachapa, após ter lido a sua adaptação ao conto da minha novela, por tornar possível que as obras que marcaram a literatura portuguesa do século XIX cheguem às mãos dos leitores mais jovens desta época. Convido os leitores de todas as idades a ler a sua versão da história, e também a desfrutar dos desenhos do senhor André Letria, que captam maravilhosamente a essência da obra.
Carolina Cárcel Pedrera, 23 anos, Palma, prof Paula Pessanha Isidoro

Estimado senhor Francisco José Viegas,
É uma honra que você ter feito a adaptação do meu livro “Os fidalgos da casa Mourisca”. Queria agradecer o bom trabalho que você fez já que sei que o livro agradou a muitas pessoas e que ajudou muitas crianças a entenderem a minha obra. Também seria uma honra para mim que fizesse mais adaptações das minhas obras, sobretudo de “Poesias” e que tenham o mesmo sucesso que esta.
Atentamente, Júlio Dinis.
Julia Crisolino Iglesias, 20 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Querido José Luís Peixoto,
Sou o autor de Os Maias, Eça de Queirós.
Queria agradecer-lhe por adaptar a minha obra como um conto para crianças. Graças à sua adaptação, a minha obra chegou aos mais novos. É uma ótima maneira de introduzir os meninos na cultura literária do nosso país, Portugal.
Eu estou muito agradecido e muito satisfeito pela forma como tratou a obra para que os mais pequenos possam entendê-la.
Uma saudação sincera.
Eça de Queirós.
Cristina Collantes Blanco, 21 años, Béjar, prof Paula Pessanha Isidoro

Estimado António:
Estou grato pelo seu trabalho. Você soube caracterizar as minhas personagens, ainda que tivesse pouco espaço, e escolheu as mesmas cenas e frases que eu escolheria ao converter o meu romance num conto.
Você é um grande escritor que fez que com que as crianças gostassem da literatura numa época em que elas têm muitos entretenimentos. Além disso, li alguns dos seus contos e são muito bons.
Desejo que continue a escrever durante muitos anos.
Laura Herrero Román, 29 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Olha Gonçalo sou Eça, amigo e companheiro de livros, de sentimentos, de ideias. Companheiro duma viagem no tempo, um tempo que não muda muito.
É por isso que “O Mandarim” pode entender-se facilmente em qualquer momento da nossa vida.
Obrigado pela tua adaptação, desta maneira as crianças poderão ler e entender o livro, a hipocrisia, a moral, a realidade da sociedade num relato, conto fantástico.
Não deixes de escrever, de ver o mundo com os teus olhos.
Lorena Garces Santisteban, Sagunto (Valência), 24 anos, prof Paula Pessanha Isidoro

Para o meu querido Francisco José Viegas. Eu agradeço muito que tenhas dedicado o teu apreciado tempo a realizar uma adaptação do meu livro "A brasileira de Prazins". Eu gosto de saber que há muitas pessoas que hoje, duzentos anos depois, continuam a ler as minhas obras. Além disto, a tua adaptação, devido à sua simplicidade e brevidade, aproxima os mais pequenos à leitura dum dos romances mais importantes da literatura portuguesa. Muito obrigado pelo teu esforço.
Lucía Ruiz, 19 anos, Torrelavega, prof Paula Pessanha Isidoro

Minha prezada Clara,
obrigada por tornar o meu conto ainda mais um best-seller. Agora, nenhum lusófono tem desculpa para não o ler. Até as crianças podem compreender a natureza, definitivamente corrupta, da sociedade. Não há pessoa neste país nova demais para saber a verdade. Eu, com seis anos, já estava a ler Guerra e Paz e escrevia poesia com heterónimos sofisticados. Mas nem todas as crianças não podem ser tão geniais como eu, pois não?
Beijinhos,
Fernando
Lucas Krywicki, 20 anos, Liège, Bélgica, prof Paula Pessanha Isidoro

Querida Rosa Lobato:
Eu estou muito contente por tu adaptares a minha obra. Tem sido muito divertido ver como tu reescreveste a obra porque as personagens são muito divertidas e também se aprendem os valores da vida com as histórias. Espero que incluas imagens e cor à adaptação, porque assim é mais divertido de ler. Por último, quero agradecer-te que tenhas escolhido a minha obra para adaptá-la ao público mais jovem, já que é importantíssimo para mim.
Paola Peralta Bragado, Zamora, 21 anos, prof Paula Pessanha Isidoro

Querido António Torrado, depois de ter lido a sua adaptação da minha obra, A Ilustre casa de Ramires, devo dizer que, para minha surpresa, fiquei muito contente, com o resultado. Acho que pode ser lida por pessoas de todas as idades e com as ilustrações a leitura é muito entretida, sobretudo para crianças e os jovens, assim compreendem a essência da obra. Devo dizer-lhe que deve estar orgulhoso do trabalho feito. Agradeço verdadeiramente a sua implicação. Obrigado.
Paula Verdes, 19 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Querida e apreciada amiga:
Sinto-me imensamente grato e honrado por ter uma das minhas obras mais representativas adaptadas pela senhora.
Considero incrível o seu trabalho porque não é fácil adaptar uma série de poemas sobre o glorioso passado histórico de Portugal e, além disso, conseguir que os mais novos, não só a entendam, mas que também possam desfrutá-la; por isso, muito obrigado e parabéns!
Peço que aceite um grande abraço de apreço e amizade do seu
Fernando
Vanessa Roch, 21 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Colo de pai
Dedico então esse caminho de poesia para aquele que me ensinou a sonhar.
Dedico a um homem que soube ser o melhor pai do mundo. E mesmo em curto espaço de tempo soube me cobrir de muito amor. Contando histórias maravilhosas
apresentou-me um mundo de possibilidades infinitas. Abrindo portas e janelas para os bons sentimentos ensinou-me a buscar novos caminhos. Ensinou-me a cultivar a menina que vive em mim: e caber sempre em seu colo de pai.
Lia Noronha, 53 anos, Vila Velha, Brasil

Caro adaptador, escrevo isto pensando na melhor forma de levar a mensagem da minha obra a todas as crianças. Esta é sua história, um pouco complexa de explicar, mas confio em si para tornar a compreensão acessível a todos. Tenho muita vontade de ver o resultado o mais rapidamente possível.
Muito obrigado pelo seu interesse e por entender o meu legado,
Atentamente, Eça de Queirós.
P.S. Preciso que tente que as palavras sejam tão precisas quanto possível.
María Cinta Jerez Hernández, 19, Ciudad Rodrigo, prof Paula Pessanha Isidoro

Para G. Tavares
Separam-nos anos de diferença, mas temos algo em comum, algo bonito que é a arte de escrever, para ser único o que fazemos, estilos diferentes, mas uma única paixão. Tu fizeste o que ninguém poderia fazer que é chegar a todos, desde crianças a adultos. Eu espero que nos possamos conhecer, mas o meu maior desejo é que tu chegues a mais pessoas também, que escrevas mais e, sobretudo que tu desfrutes.
Muito obrigado.
María Duanne Ortiz Ribera, Salamanca, 22 años, prof Paula Pessanha Isidoro

Querido Eça de Queirós, sempre gostei muito das suas obras, do estilo que você utiliza e também do drama nas suas obras. Por isso é que decidi fazer uma adaptação do seu livro “O crime do Padre Amaro” para que todas as pessoas, tanto as crianças como os mais velhos, possam lê-la. Alterei algumas coisas no livro, mas sem importância nenhuma e espero que você não se importe e goste da minha adaptação. Eu sou Eduardo Pitta.
Marta Deza, 20 anos, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro

Obrigada, mãe.
Sempre amiga, confidente, conselheira e, além de tudo isso, companheira em todas as ocasiões. Desde o dia do meu acidente, nunca me deixaste só. Acompanhaste de perto todas as minhas recaídas e, graças ao teu auxílio, consegui ultrapassá-las.
Apoiaste-me em quase todas as decisões, o que foi essencial para mim.
Sei que largaste muitas lágrimas por mim e que sofreste tanto ou mais do que eu própria.
É por isso que quero agradecer-te.
Adoro-te, MÃE.
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra             

Há pessoas e pessoas. Há pessoas que passam na nossa vida sem deixar qualquer rasto. Outras, levam anos até conseguirem conquistar um pedaço de nós. E, depois, há aquelas que, mesmo sem dizer uma única palavra, mesmo sem um único gesto, nos marcam a alma, desde o primeiro segundo. Pessoas que nos inspiram. Pessoas que nos cativam. Pessoas simples, mas complexas. Pessoas altamente gostáveis. Pessoas incríveis. Pessoas inesquecíveis. Pessoas que ficam, para sempre, agarradas ao nosso coração.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel – Açores 

A ti, Senhora, mãe emprestada
Que trago ao peito atada
Com lenço da verdade
E nó de gratidão

De mestra te vestiste, calçaste duros sapatos
E era eu aprendiz do teatro da vida…

Dedico-te com emoção, alguma razão
Palavras que o vento não leva
Palavras deste meu coração:
Mil obrigados, sincero perdão!

Momentos… discordantes em lágrimas submersos e de júbilo em tardes morenas

Beijos ― te envio centenas!!!
(Duas vidas…almas diferentes que acabaram por se cruzar, enfim…)
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

Um tamborilar de dedos frágeis e receosos fizeram-se ouvir na vidraça junto da secretária dela. Tremeu por dentro, demasiado aflita para olhar e demasiado ansiosa para fingir não perceber. Levantou o olhar e viu-o, desarmado, numa postura abandonada ao que a vida lhe pudesse trazer. Fixou o seu olhar nele. Ele não evitou. Sussurrou: abre a janela. Ela manteve-se firme, sem fazer um único gesto. Desalentado, ele saiu pelo corredor fora. Aí, sim, ela levantou-se. E saiu. 
Filomena Mourinho, 43 anos, Serpa

As viagens longínquas por países distantes proporcionam o contacto com culturas distintas e constituem pontes para novos conhecimentos, riqueza interior e diversão.
Porém, para mim, o divertimento nunca existe se ficares afastado.
Ao admirar o brilho do teu olhar, a minha riqueza interior dilata... a alma fica milionária!
A minha sabedoria aumenta com as histórias dos teus livros.
Para viajar, basta pensar em ti ― voo por todo o mundo; tu vais sempre comigo, dentro do meu coração!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Sempre tiveste arte e engenho para a vida circense.
Mesmo sem a cara pintada, quando te conheci, percepcionei que tinhas veia de comediante - os teus gracejos faziam sorrir todos.
A tua simpatia aproximou-nos, conquistou-me totalmente.
Porém, tive a certeza do teu talento como palhaço quando feriste sentimentos e deitaste fora alguém que esteve sempre contigo, apoiando-te com carinho.
Presentemente, continuas a merecer ovações e aplausos clamorosos, pois sou feliz ao lado de quem me ama verdadeiramente. Obrigado!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Daniel Cortês
A saudade enlaça a tua ausência, corpo de menino que cancro assolou. O teu olhar, a tua vida, as tuas descobertas, os teus medos, o teu sorriso, a tua voz, a tua resistência à solidão, a tua luta, amor, esperança... são a semente que permanece dentro do meu coração, com a certeza que te amo e me darás forças para continuar. Beijo-te eternamente com perpétua ternura e com bastante amor, meu doce Daniel, meu aluno, viva memória!
Eurídice Rocha, 51 anos, Coimbra